Revendedores não-oficiais do PS5 reclamam de críticas

O PS5 continuam com problema de falta de estoque no mundo todo, mas revendedores não-oficiais seguem obtendo unidades, assim que chegam às lojas, e revendendo por preços mais elevados. E, ao que tudo indica, estes “scalpers”, como são chamados, não estão felizes com as críticas do público.
A Forbes preparou uma reportagem para contar um pouco desta realidade e explicar como funciona. Para isso, o jornalista Janhoi McGregor conversou com alguns scalpers, entre eles “Jordan”, co-fundador de um grupo que ensina a outras pessoas em como revender os consoles comprados.
“Tá tendo MUITA mídia negativa sobre esta indústria incrivelmente valiosa e eu não acho que isso seja justo. Tudo que fazemos é ser um tipo de intermediário para itens que estão em baixíssima quantidade”, comentou Jordan, à reportagem.
“Na realidade, todo negócio revende produtos. A Tesco, por exemplo, compra leite dos fabricantes por 26 centavos ao litro e revende por 70 centavos ao litro. Ninguém parece reclamar do que eles estão fazendo”, complementou. O revendedor conta ainda que chegou a receber ameaças de morte, que chegou a denunciar na polícia.
Ainda de acordo com o repórter, Jordan conseguiu comprar 25 unidades do PS5 em janeiro, na Europa, e revendeu cada um por £700 – o console custa £450 por lá, na versão com leitor de disco Blu-ray.
A Forbes exemplifica como o negócio é feito. A empresa The Lab, de Jordan, usa um bot chamado Velox, que é capaz de entrar nas lojas online, passa pelo captcha que evitaria robôs, e realiza a compra das unidades antes de qualquer pessoa real – tudo em cerca de 2,3 segundos. O bot passa também pela “proteção 3D” que transações com cartões de crédito possuem na Europa, por lei.
Fonte: Tecnoblog
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