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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

RS: Brasil poderia, mas não usa Cell Broadcast para alertas de emergência

RS: Brasil poderia, mas não usa Cell Broadcast para alertas de emergência

A trágica situação do Rio Grande do Sul nos mostra o quanto a tecnologia pode contribuir para que as pessoas rapidamente sejam informadas sobre momentos de crise. Neste contexto, fica a dúvida: por que o Brasil ainda não possui um moderno sistema de envio de alertas via celular? O chamado Cell Broadcast é utilizado com sucesso em países como Estados Unidos e Japão. Aqui, no entanto, sua implementação está parada.

Os americanos apelidaram a tecnologia de Amber Alert. Autoridades podem emitir comunicados para uma região específica e, com isso, os smartphones dela são transformados em verdadeiras sirenes. Eles apitam, acendem e exibem a mensagem emergencial (mesmo que estejam em modo Não Perturbe).

O Amber Alert foi concebido para avisar os moradores sobre o rapto de crianças numa determinada localidade. A ideia evoluiu a ponto de informar sobre terremotos e tempestades. Já no Japão, o chamado J-Alert também é empregado em outras condições climáticas extremas.

Eu me debrucei sobre o tema nos últimos dias, com a pulga atrás da orelha depois de ver a situação de nossos compatriotas do Sul. Atualmente, a Defesa Civil de cada região é capaz de disparar avisos por meio de SMS – basta se cadastrar pelo número 40199. A questão é que, como você bem sabe, normalmente estas mensagens de texto ficam retidas quando o aparelho está em modo Não Perturbe (sem falar que exigem um cadastro prévio).

O passo seguinte foi dado. A Anatel foi pioneira ao iniciar o projeto da Notificação de Alertas de Desastres. O superintendente de Controle de Obrigações da agência, Gustavo Santana, me explicou que o sistema está pronto desde dezembro de 2023, após 14 meses de exaustivos testes junto às operadoras de telefonia.

Porto Alegre sofre com fortes enchentes (Imagem: Agência Brasil/Divulgação))

A partir da plataforma, agentes públicos da área de salvamento (em especial representantes dos órgãos de Defesa Civil) poderiam escolher a severidade do alerta e sua abrangência, entre outros atributos, antes de disparar o comunicado. As operadoras recebem a instrução, determinam quais torres estão dentro daquele raio e disparam a comunicação pelas redes 4G e 5G. O consumidor não paga nada por isso.

Fonte: Tecnoblog

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