Ryzen 5000G são os novos chips com gráficos integrados da AMD para desktops

Seis meses depois de anunciar os processadores Ryzen 5000 para desktops, a AMD volta a trazer novidades para o segmento: a linha Ryzen 5000G acaba de ser lançada com seis novos chips. Todos são baseados na arquitetura Zen 3 e consistem em APUs, isto é, contam com gráficos integrados (daí o ‘G’ na denominação).
Em comum, todos os novos modelos trazem tecnologia de fabricação FinFET de 7 nanômetros da TSMC, são compatíveis com memórias DDR4 de até 3.200 MHz e suportam o padrão PCI Express 3.0 (com até 24 pistas).
Assim como os processadores Ryzen 5000, as novas APUs são baseadas no design CCX da arquitetura Zen 3. Que diferença isso faz? Na arquitetura Zen 2, o chip é formado por dois grupos de núcleos, cada um com acesso a uma quantidade específica de cache L3. Com o design CCX, o chip passa a ter uma estrutura única de núcleos, de modo que cada um deles possa ter acesso a todo o cache, característica que traz ganhos para o desempenho.
Há diferenças no TDP, porém. Os modelos identificados com a letra ‘G’ têm TDP de 65 W enquanto as versões com o sufixo ‘GE’ funcionam a 35 W e, consequentemente, oferecem frequência base menor em relação aos primeiros com a contrapartida de trabalharem com um consumo de energia reduzido.
Um detalhe que pode incomodar é o fato de as GPUs integradas dos novos chips ainda pertencerem à família Vega (e não à arquitetura RDNA 2, mais atual). A AMD destaca, porém, que o salto para 7 nanômetros permite a essas unidades gráficas alcançarem frequências de até 2.100 MHz contra o máximo de 1.400 MHz dos chips com processo de 12 nanômetros.
Com o atual cenário de escassez de semicondutores, o anúncio da série AMD Ryzen 5000G surpreende, afinal, é de se esperar que os grandes nomes do setor priorizem chips de alto desempenho e maior margem de lucro.
Fonte: Tecnoblog
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