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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

SCO: o fantasma do Unix que voltou a assombrar a IBM depois de décadas

SCO: o fantasma do Unix que voltou a assombrar a IBM depois de décadas

Uma briga que remete ao início deste século ressurgiu das cinzas. A IBM voltou a ser processada sob a acusação de usar código-fonte de propriedade da SCO em um projeto baseado no Unix que não avançou. O processo original foi encerrado em 2021. Mas a sucessora da SCO decidiu levar o assunto para os tribunais novamente.

Para entendermos essa história, precisamos voltar para a virada do milênio. Em 1998, a Santa Cruz Operation (SCO) e a IBM fecharam uma parceria que visava criar uma implementação do Unix que pudesse ser executada em diversos tipos de processadores. A SCO já trabalhava com uma versão do Unix voltada a chips x86, mas queria ir além.

O resultado da parceria foi a criação do Project Monterey, que contou até com o apoio da Intel. Pudera: um dos focos do novo sistema eram os prometidos processadores Itanium de 64 bits.

Apesar disso, o projeto só foi viabilizado devido à combinação de códigos-fonte da IBM e da SCO. Esta última forneceu códigos do sistema operacional UnixWare, por exemplo.

O problema é que o lançamento dos processadores Itanium atrasou, o que prejudicou o Project Monterey. Mas a tragédia aconteceu quando a IBM notou que o Linux estava em ascensão e decidiu apostar nesse ecossistema. Como consequência, a IBM encerrou a sua participação na iniciativa em 2001.

A SCO ficou em uma situação delicada, tanto que vendeu as suas operações de Unix para a empresa Caldera Systems, que, meses depois, mudou o seu próprio nome para SCO Group.

Fonte: Tecnoblog

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