Seguradoras não querem cobrir riscos envolvendo IA

Empresas de seguros dos Estados Unidos buscaram autorização de órgãos reguladores para excluir a inteligência artificial de suas coberturas. Assim, clientes corporativos não poderiam acionar a proteção caso agentes ou chatbots de IA causem problemas.
As informações surgiram em uma reportagem do Financial Times. Uma seguradora propôs rejeitar sinistros envolvendo “qualquer uso real ou suposto” de IA, incluindo produtos ou serviços vendidos por uma empresa “incorporando” a ferramenta.

Já outro nome do setor alega que a IA generativa é uma tecnologia muito abrangente, e a possibilidade de eventos que levem a solicitações provavelmente aumentará ao longo do tempo.
A discussão vai além dos EUA. O Financial Times observa que uma seguradora inglesa oferece cobertura para alguns softwares com IA, mas se recusa a estender esse benefício a riscos envolvendo modelos de linguagem de larga escala, como o ChatGPT.
As seguradoras alegam que os resultados dos modelos são muito imprevisíveis e pouco transparentes, o que dificulta a cobertura.
Outra questão é o risco sistêmico, que pode causar prejuízos em larga escala. De acordo com o Financial Times, o setor é capaz de cobrir até US$ 500 milhões de prejuízo em uma empresa que usou um agente de IA e entregou um preço incorreto ou um diagnóstico médico errado. O problema é se isso se repetir milhares de vezes.
Fonte: Tecnoblog
Entre para comentar.