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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Site de ROMs da Nintendo se defende de processo de US$ 15 milhões

Site de ROMs da Nintendo se defende de processo de US$ 15 milhões

Após ser processado pela Nintendo por pirataria, o dono do site RomUniverse, Matthew Storman, foi sentenciado a pagar US$ 15 milhões (cerca de R$ 87 milhões) à empresa japonesa. Ele se recusou a pagar a multa e disse, em defesa própria no tribunal dos EUA, que “não publicou nenhuma ROM pirata de jogos da Nintendo no portal”. A Big N pretende manter as acusações mesmo que a Corte Federal da Califórnia aceite o argumento dele.

A Nintendo costuma derrubar sites que fornecem ROMs pirateadas de jogos da desenvolvedora. O caso do RomUniverse, contudo, foi considerado mais grave, pois o portal lucrava com as assinaturas pagas pelos usuários, os quais ganhavam acesso a downloads ilimitados.

Em setembro de 2019, a Nintendo abriu um processo contra Storman, pedindo que ele apresentasse os rendimentos do RomUniverse para calcular os danos aos direitos autorais. O dono do site, no entanto, alegou que não tinha mais acesso às informações. Em seguida, a Big N acusou o proprietário de ter destruído as evidências, e pediu o pagamento da multa de US$ 15 milhões.

Na última defesa, em 5 de março de 2021, Storman pediu que a Corte Federal da Califórnia anulasse o processo, incluindo a multa milionária. O dono do RomUniverse alegou que o site “nunca ofereceu ROMs pirateadas de jogos da Nintendo”, e que “o nome dos arquivos disponibilizados no site nem sempre eram verdadeiros”.

O réu nega e contesta que fez o upload de arquivos no site citado, e que nunca verificou o conteúdo das ROMs citadas. Um arquivo com título de Mario Brothers não significa que tenha um jogo com direitos autorais da Nintendo.

Em resposta, a Nintendo disse que Storman tinha envolvimento com as ROMs, já que, segundo a empresa, ele usava a conta do RomUniverse no Discord e no Twitter para fazer comentários sobre os jogos pirateados. O proprietário do site negou mais uma vez, dizendo que “outras pessoas tinham acesso às contas e ao site”.

Fonte: Tecnoblog

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