Snapdragon G3x Gen 1 para consoles portáteis roda jogos a até 144 FPS

O chip Snapdragon G3x Gen 1 é a nova aposta da Qualcomm para entrar de vez no mercado de videogames portáteis e talvez competir com grandes nomes, como Steam Deck e Nintendo Switch. Relevada nesta quarta-feira (1º), a plataforma Snapdragon Elite Gaming foca em rodar jogos de Android e serviços de streaming de jogos na nuvem — Xbox Cloud Gaming, Steam Remote Play, GeForce Now, entre outros.
A ideia da Qualcomm é oferecer esse novo chip, com capacidade de rodar jogos para celular e serviços de streaming, para que qualquer empresa possa desenvolver sua própria plataforma de mobile gaming. Com isso, as fabricantes não vão mais precisar investir em chips customizados e exclusivos da AMD ou da Nvidia para criarem seus videogames portáteis.
Parceira da Qualcomm nesse projeto, a Razer aproveitou para lançar, também nesta quarta-feira (1º), um kit de desenvolvimento de dispositivos móveis para jogos equipado com Snapdragon G3x Gen 1. A partir de hoje, as fabricantes já podem adquirir esse kit para começar a criar seus próprios consoles e garantir uma fatia do mercado de portáteis.

A grande diferença entre os futuros videogames equipados com Snapdragon G3x Gen 1 e o Steam Deck ou Nintendo Switch é a ausência de exclusividade. O console híbrido da Nintendo, assim como o PC portátil da Valve, são equipados com chips customizados da Nvidia e da AMD, respectivamente. Em outras palavras, essas APUs foram criadas já com os aparelhos em mente e não são usadas em nenhum outro dispositivo.
No caso do Steam Deck e do Nintendo Switch, os chips precisam ser exclusivos porque utilizam arquiteturas parecidas ou até iguais as vistas em placas de vídeo de desktop. Essas plataformas rodam os jogos diretamente no sistema, então é necessário extrair o maior desempenho possível do hardware para não haver problemas de queda de quadros por segundo ou engasgos.
Já os videogames com Snapdragon G3x Gen 1 não deverão se preocupar muito com performance, já que vão rodar apenas jogos para Android, que costumam ser mais leves e otimizados para celulares, e plataformas de streaming na nuvem, cujos games são executados em máquinas poderosas e apenas a imagem é transmitida para o dispositivo do usuário.
Fonte: Tecnoblog
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