SpaceX reclama, mas Boeing consegue autorização para satélites de internet

Em um futuro não muito distante, moradores de áreas rurais dos Estados Unidos — e, posteriormente, de outros países — contarão com mais uma opção de acesso à internet via satélite: a Boeing recebeu sinal verde para implementar a sua própria rede do tipo. Isso depois de a SpaceX ter tentado dificultar a aprovação.
A companhia comandada por Elon Musk é responsável pela rede de satélites Starlink, que já conta com mais de 100 mil clientes em pelo menos 14 países. Essa base é atendida por uma rede que, hoje, envolve cerca de 1.800 satélites. Juntos, eles oferecem acesso à internet em taxas que variam entre 50 e 150 Mb/s (megabits por segundo).
Para a Boeing, a autorização foi concedida pela Comissão Federal de Comunicações (FCC, na sigla em inglês) na última quarta-feira (3), mas a companhia fez a solicitação para operar a rede de satélites em 2017.
Como esse tipo de análise demora, a SpaceX teve tempo para, somente em 2019, apresentar à FCC uma objeção ao pedido sob o argumento de que os feixes de uplink dos satélites da Boeing poderiam causar interferência na rede Starlink.
A SpaceX não tentou, explicitamente, impedir a operação dos satélites da Boeing. Na verdade, a companhia “recomendou” à FCC que a configuração da rede rival fosse modificada para evitar o risco de interferência. Tudo indica, porém, que essa intervenção poderia afetar o desempenho ou os custos do serviço da Boeing.
Na fase inicial, a rede da Boeing será formada por 147 satélites. 132 unidades orbitarão em uma altitude de 1.056 quilômetros. Os outros 15 corresponderão a satélites não geoestacionários, ou que seja, que não acompanham a rotação da Terra, razão pela qual trabalharão a uma altitude entre 27.355 e 44.221 quilômetros.
Fonte: Tecnoblog
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