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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Spotify quer vender audiolivros, mas diz que Apple atrapalha: “Hora de jogar justo”

Spotify quer vender audiolivros, mas diz que Apple atrapalha: "Hora de jogar justo"

Nesta segunda-feira (25), o Spotify decidiu subir o tom com a Apple, empresa com quem tem entraves há alguns anos. O assunto do mais novo imbróglio diz respeito ao setor que a gigante do streaming entrou no final do mês passado, o de audiolivros. “Já passou da hora de jogar justo”, afirma a companhia para a dona dos iPhones.

De acordo com o Spotify, desde quando lançou o recurso de audiolivros, a Apple o proíbe de explicar aos usuários onde e como comprar os títulos. Além disso, no app, a companhia sequer deixa listar quanto eles custam e nem permite que o serviço envie emails para os usuários com orientações sobre como adquiri-los.

Em um comunicado, Daniel Ek, CEO do Spotify, expressou sua insatisfação: “Com o lançamento dos nossos Audiolivros, a Apple provou mais uma vez o quão descarada está disposta a ser com as regras da App Store, mudando constantemente as traves para prejudicar seus concorrentes.”

Os audiolivros estão disponíveis no app, mas quando um usuário tenta comprar um título, é surpreendido pelo aviso: “Quer ouvir? Você não pode comprar audiolivros no aplicativo. Sabemos que não é o ideal.” Por outro lado, no Android, é possível clicar em um botão e receber um email com orientações.

Fato é: caso o Spotify desse o braço a torcer e permitisse a compra de audiolivros pelo app, teria que fatiar 30% do valor para a Apple. Sabiamente, a gigante do streaming desenvolveu uma loja própria onde toda compra deve ser feita, mas não pode redirecionar os usuários — isso, claro, vai de encontro com as diretrizes da App Store.

O Spotify disse que estava frustrado com as imposições e que contratou advogados para ter certeza de que seguia as regras da loja de aplicativos. Segundo Daniel Ek, desde que o recurso de audiolivros foi lançado, a Apple teria rejeitado a atualização do aplicativo por “três ou quatro vezes”.

Fonte: Tecnoblog

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