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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Starlink recebe aval da Anatel para vender internet via satélite no Brasil

Starlink recebe aval da Anatel para vender internet via satélite no Brasil

Aconteceu! Após mais de um ano da abertura do CNPJ no Brasil, a Starlink recebeu autorização da Anatel para exploração de satélites no Brasil. A operadora de internet de Elon Musk poderá operar no país e levar banda larga para todo o território nacional, inclusive nos locais que operadoras convencionais não chegam. A pauta da reunião do conselho diretor também continha a venda da Oi Móvel, mas um pedido de vistas adiou a decisão sobre a aprovação da compra por parte de Claro, TIM e Vivo.

A Starlink tinha planos de atuar no Brasil ainda em 2021, mas os trâmites burocráticos não permitiram o início das operações. A companhia da SpaceX pediu a outorga para a Anatel no mês de maio, mas o assunto só entrou na pauta do conselho diretor da agência no final do ano. Após pedido de vistas, a autorização foi concedida em uma reunião extraordinária que aconteceu nesta sexta-feira (28).

A autorização chega após a Anatel ter suspendido um processo da Starlink para uma licença de uso temporário. Em novembro, a empresa de internet de Elon Musk manifestou interesse em testar a internet via satélite na comunidade Savoyzinho, em São Paulo (SP).

No voto de Emmanoel Campelo que foi acompanhado por unanimidade pelos demais conselheiros, foi determinado que a autorização da Starlink contemple 4.408 satélites de baixa órbita. Caso haja algum aumento na constelação, a companhia deverá solicitar aprovação para a Anatel.

A restrição quanto a quantidade de satélites foi destacada pelo conselheiro Moisés Moreira, que enfarizou que a Starlink tem intenção de utilizar cerca de 42 mil satélites nos Estados Unidos. A preocupação é relativa a possíveis problemas concorrenciais, uma vez que a Starlink e outras empresas poderiam monopolizar as posições de baixa órbita já que a União Internacional de Telecomunicações (UIT) não faz coordenação desse tipo de constelação.

A autorização também exige que a Starlink informe de forma expressa ao consumidor que seu sistemas não possuem garantia contra interferências, uma vez que os satélites não têm direito à proteção de espectro. Eles são proibidos de gerar interferências em outros equipamentos que operam em banda Ka, banda Ku e O3B.

Fonte: Tecnoblog

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