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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Telegram se reúne com TSE e avalia proposta de colaboração contra fake news

Telegram se reúne com TSE e avalia proposta de colaboração contra fake news

Após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) insistir três vezes em realizar uma reunião com representantes do Telegram, o encontro finalmente aconteceu na manhã desta quinta-feira (24). Como resultado, o órgão propôs uma parceria com o aplicativo para combater as fake news e a desinformação neste ano eleitoral. A proposta do TSE será agora transmitida aos executivos do mensageiro.

Trata-se da primeira reunião realizada com sucesso entre o Telegram e a autoridade eleitoral do Brasil. O encontro virtual contou com Alan Campos Elias Thomaz como representante do Telegram, com membros da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação (AEED), Assessoria Consultiva (Assec), Assessoria de Assuntos Internacionais e com o juiz auxiliar da Vice-Presidência, Marcos Vargas.

O objetivo do TSE é que o Telegram concorde em aderir ao Programa de Enfrentamento à Desinformação, apresentado à plataforma nesta manhã. Na prática, são formas de colaboração para as eleições de 2022 no Brasil, a fim de garantir a segurança do processo democrático. Ou seja, o mensageiro precisa se comprometer ao combate às fake news.

Durante a reunião, o TSE apresentou um histórico de atuação da autoridade contra a desinformação sobre o processo eleitoral para exemplificar como funcionaria a parceria com o Telegram. Os detalhes do plano de ação ainda são escassos, mas, conforme publicação no site do Tribunal Superior Eleitoral, seriam realizados procedimentos de formalização e manutenção de canais de contato no app.

Outras questões também entraram em pauta, como o “combate efetivo a comportamentos inautênticos”. Até mesmo foi levantada a carta da “liberdade de expressão” e até onde essa premissa se aplica nas operações de usuários no Telegram.

Urna eletrônica
Fake news sobre urna eletrônica são uma das principais preocupações do TSE (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

A maior preocupação do TSE, conforme destacado na ocasião, é que o aplicativo permita práticas de desinformação, o que deve ferir a “integridade democrática no Brasil”. Além disso, as autoridades enfatizaram a circulação de notícias falsas a respeito do sistema de voto eletrônico e sobre as etapas do processo eleitoral.

Fonte: Tecnoblog

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