Tesla é processada por demitir sem aviso prévio e Musk reage: “sem fundamento”

A Tesla tornou-se alvo de um processo após demissões em massa sem aviso prévio. O caso parte de dois ex-funcionários da companhia, que sustentaram a acusação em uma lei trabalhista dos Estados Unidos. A ação judicial veio à tona depois que o CEO Elon Musk anunciou o corte de 10% dos empregos na fabricante de carros elétricos.
A acusação parte de um processo aberto no Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito Oeste do Texas. Segundo os ex-funcionários de uma fábrica da companhia em Nevada, John Lynch e Daxton Hartsfield, as demissões violaram a Lei de Notificação de Ajuste e Reciclagem do Trabalhador. Em inglês, a legislação federal é conhecida pela sigla WARN (Worker Adjustment and Retraining Notification).
A lei federal trata de casos de demissão em massa. Neste caso, os empregadores precisam notificar os trabalhadores com pelo menos 60 dias corridos de antecedência. O prazo é aplicado quando uma empresa vai fechar uma instalação ou vai desligar cinquenta funcionários ou mais, conforme explicado pelo The Verge.
Este aparenta ser o caso da Tesla. No processo, os ex-funcionários alegaram que mais de 500 funcionários da fábrica conhecida como Gigafactory foram demitidos sem nenhum aviso prévio. A ação, por outro lado, visa atingir os trabalhadores de todas as instalações do país impactados pelos desligamentos ocorridos em maio ou junho.
“De acordo com a Lei WARN, a Tesla é obrigada a fornecer aos Requerentes e Membros da Classe o aviso prévio por escrito de uma demissão em massa com sessenta dias de antecedência”, diz o processo. “No entanto, em conexão com as recentes demissões em massa, a Tesla não deu aos Requerentes e aos Membros da Classe qualquer aviso prévio por escrito de suas rescisões.”
O processo pede o pagamento pelos dois meses de salário e benefícios aos ex-funcionários da companhia.
Fonte: Tecnoblog
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