TSE bloqueia receita de YouTube em canais bolsonaristas por desinformação

O corregedor-geral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luis Felipe Salomão, determinou que as plataformas YouTube, Twitter, Instagram e Facebook suspendam a receita de canais bolsonaristas investigados por disseminarem desinformação sobre as urnas eletrônicas e o sistema eleitoral brasileiro. O magistrado atendeu a um pedido feito com base na análise da investigação da Polícia Federal sobre as alegações do presidente Jair Bolsonaro feitas em uma live no final de julho.
A decisão do ministro do TSE atende a um pedido feito pela delegada da Polícia Federal, Denise Dias Rosa, para instaurar medidas cautelares no inquérito que investiga contas que fazem parte da rede de desinformação que vem atacando a Corte eleitoral.
A decisão afeta canais aliados ao presidente, como o Terça Livre, do blogueiro Alan dos Santos, investigado em dois inquéritos diferentes no STF: um que investiga uma rede de influenciadores ligados ao Planalto para disseminar desinformação, e outro sobre atos antidemocráticos e favoráveis ao presidente Jair Bolsonaro. O ministro Alexandre de Moraes é relator de ambas as investigações. Antes, o próprio YouTube havia banido o canal da plataforma, mas ele, no momento desta publicação, está reativado.
Junto ao Terça Livre, outros canais e perfis bolsonaristas tiveram a monetização interrompida: o blogueiro Oswaldo Eustáquio, e os sites hiper partidários Folha Política e Jornal da Cidade.
Além de investigar a disseminação de fake news, a PF também apura o uso das plataformas digitais para praticar abusos do poder financeiro e econômico, corrupção, fraude, e utilização indevida de canais de comunicação.
O corregedor-geral do TSE também determinou o bloqueio do repasse de valores da monetização de oriunda de lives; as plataformas devem informar à Corregedoria-Geral Eleitoral a receita individual dos canais, perfis e páginas investigados até o dia 6 de setembro.
Fonte: Tecnoblog
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