Twitch decide abandonar a Coreia do Sul; entenda os motivos

O Twitch anunciou que irá deixar a Coreia do Sul a partir de fevereiro de 2024. O CEO da plataforma de streaming de vídeo focada em videogames lamenta a decisão, mas alega que o custo de operação no mercado sul-coreano ficou “proibitivamente caro”.
O custo de operação na Coreia do Sul ser mais caro que outras regiões está relacionado com a exigência das big techs em contribuírem com as operadoras de internet pelo uso da rede. Esse conceito é amplamente debatido como fair share.
Para tentar contornar os custos na Coreia do Sul, a Twitch adotou algumas medidas, incluindo conexões ponto a ponto, onde o tráfego é feito entre os usuários da plataforma em vez se concentrar nos servidores da plataforma. Além disso, o serviço reduziu a resolução máxima para 720p (HD), quando o máximo suportado era 1080p (Full HD).
Mesmo com essas medidas, Dan Clancy, CEO da Twitch, afirma que o custo de operação na Coreia do Sul continua 10 vezes maior que a maioria dos outros países. O executivo afirma que a Twitch opera em prejuízo no país, e não vê um caminho sustentável para manter os negócios no país.
Na carta, Clancy afirma que a Twitch irá auxiliar os streamers coreanos a migrarem para outras alternativas de streaming ao vivo na Coreia do Sul, e também irá contactar os serviços concorrentes para facilitar a transição.
A tentativa de emplacar o fair share também acontece na União Europeia. As operadoras esperavam uma boa aceitação pelo bloco econômico, que tende a ser firme com big techs (lembra do USB-C no iPhone 15?). O assunto deve entrar em pauta no ano de 2025, mas corre o risco de não avançar: uma consulta pública identificou pouco apoio ao pedágio das redes — exceto pelas próprias operadoras de telecomunicações, lógico.
Fonte: Tecnoblog
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