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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Um em cada três sites criados após ChatGPT tem sinais de IA

Um em cada três sites criados após ChatGPT tem sinais de IA

O lançamento do ChatGPT em 2022 foi um marco para as inteligências artificiais, que estão cada vez mais presentes em diferentes tipos de conteúdo pela Internet. Uma pesquisa da Pew Research Center traz números para embasar esse argumento: desde a chegada do modelo da OpenAI, um em cada três sites registrados traz IA em algum nível, principalmente nos textos publicados.

O levantamento considerou links recentes e registrou muitos conteúdos com cacoetes de linguagem bastante comuns nas respostas dadas pelos LLMs. Entre eles estão o uso massivo de travessão (–), a chamada vírgula de Oxford, que é desnecessária para a compreensão do texto, assim como a presença de termos rebuscados demais para certas situações.

De acordo com o site TechCrunch, que repercutiu o estudo, esses dados chegam pouco após outra pesquisa, esta do Cloudflare, destacar que o tráfego de robôs na Internet superou o de humanos, algo que aconteceu antes do previsto pela plataforma. Ou seja: mais IAs estão fazendo buscas online e lendo conteúdos escritos também por inteligência artificial.

A pesquisa da Pew Research Center levantou informações relevantes quanto ao uso de IA na Internet nos últimos anos. De um total de 10 mil páginas que circulam hoje, pelo menos 10% foram produzidas com uso de IA em algum nível. Vale reforçar que esse é o universo total, considerando também páginas anteriores a 2022, quando o ChatGPT foi liberado ao público. Considerando um recorte mais recente, 35% das publicações trazem inteligência artificial na sua construção.

Mais de um terço dos links publicados após 2022 trazem algum nível de IA em sua composição (imagem: reprodução/Pew Research Center)

Outros dados destacados pela Pew mostram uma presença 10% maior de IA em domínios “.com”, mas textos com cacoetes dos LLMs também podem ser encontrados em slugs com “.edu” e “.gov”, sites normalmente relacionados a plataformas de educação ou do governo dos Estados Unidos. Domínios com “.org” foram analisados também, registrando 4,6% de produções feitas com inteligência artificial.

É importante destacar que a análise foi realizada considerando apenas conteúdos em inglês. Os links foram levantados pela plataforma Common Crawl e a identificação de IA foi feita utilizando o Open Pangram. Segundo o TechCrunch, a ferramenta pode apresentar erros de detecção, mas nada que impeça uma análise a nível “macro”, com um grande volume de páginas.

Fonte: Tecnoblog

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