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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Vivo quer desligar a rede 2G “o quanto antes”

Vivo quer desligar a rede 2G “o quanto antes”

Manter a infraestrutura do 2G ativa no Brasil deixou de fazer sentido para a Vivo. Durante a coletiva para divulgação de resultados financeiros, nesta terça-feira (28), o CEO Christian Gebara afirmou que quer desativar a rede legada “o quanto antes for possível” para eliminar os altos custos de operação e limpar o espectro de frequências, com o objetivo final de turbinar o 4G e o 5G.

Apesar da urgência declarada pelo executivo, a Vivo ainda não tem um cronograma para encerrar o serviço de segunda geração. Hoje, o desligamento ainda esbarra em diversos obstáculos. O principal talvez seja a enorme base de dispositivos corporativos que ainda dependem do sinal antigo para funcionar.

Vários celulares pretos estão dispostos em um padrão diagonal sobre um fundo roxo. Cada tela exibe o logo da operadora de telefonia "Vivo". As telas dos smartphones também mostram um fundo roxo com um padrão de ondas ou arcos mais claros, criando uma sensação de profundidade e brilho. Na parte inferior direita, está o logotipo do "tecnoblog" em fonte de cor branca.
Operadora mantém suporte à rede 2G (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O sinal 2G pode parecer sinônimo de lentidão, mas ele ainda é fundamental para o nicho de Internet das Coisas (IoT). Dados de maio ilustram bem essa realidade: enquanto o 4G domina o setor de forma isolada, com 64,4% das linhas e o 5G avança para 23,9%, o antigo 2G ainda responde por 6,7% do mercado de conexões para fins comerciais/empresariais. Curiosamente, a rede de segunda geração supera até mesmo o 3G, que hoje amarga apenas 5,1% de participação.

Essa continuidade do 2G é sustentada quase integralmente pelo setor corporativo. Segundo o portal Convergência Digital, Gebara explicou que a demanda por uso do 2G por usuários comuns já é irrelevante, mas equipamentos como rastreadores veiculares de frotas, medidores inteligentes de concessionárias de energia elétrica e antigas máquinas de cartão de crédito seguem presos à rede antiga.

Na prática, os inúmeros clientes precisam migrar fisicamente para tecnologias mais modernas antes que a operadora tenha condições técnicas de puxar a tomada das antenas. Para tentar resolver esse gargalo, até a Anatel entrou em cena. A agência reguladora sinalizou que pretende suspender a homologação de celulares e dispositivos restritos ao 2G ou 3G para estancar a entrada de aparelhos defasados no mercado nacional, forçando a indústria a adotar padrões mais recentes.

Ainda assim, o próprio mercado mantém uma sobrevida ao formato antigo. Dispositivos focados no uso básico e de baixo custo continuam sendo lançados pelas fabricantes. Um exemplo recente é o celular de entrada Nokia 123 Shield, que sai de fábrica utilizando o padrão GSM, provando que o ecossistema do 2G ainda respira.

Fonte: Tecnoblog

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