WhatsApp recebe denúncias de fake news na Índia sem oferecer checagem de fatos

Esta semana, o WhatsApp anunciou um serviço para receber denúncias de fake news na Índia, semanas antes das eleições gerais na maior democracia do mundo. A empresa deu a entender que iria checar a informação e informar o usuário se ela é verdadeira, falsa ou enganosa. Agora, ela diz que só está coletando dados para uma pesquisa sobre a disseminação de notícias falsas.
Um comunicado à imprensa diz que a linha direta Checkpoint, lançada pela startup indiana Proto, recebe mensagens suspeitas de serem fake news para “responder e informar ao usuário se a alegação é verificada ou não”.
O serviço prometia classificar a informação como verdadeira, falsa, enganosa, questionada ou fora de escopo, incluindo mais detalhes e links disponíveis sobre o assunto. Ele seria capaz de analisar rumores na forma de fotos, vídeos, links e texto, cobrindo mensagens em inglês e outros quatro idiomas locais (hindi, telugo, bengali e malaiala).
A imagem de divulgação mostra exatamente isso: o usuário envia uma mensagem sobre “perigosos raios cósmicos” para verificação, e o Checkpoint analisa a informação. Após classificá-la com falsa, o serviço manda uma imagem com a palavra “falso” e um link com mais informações.

Então, após ser questionada pelo BuzzFeed News, a startup Proto disse que não era bem assim. Ela criou um site de perguntas e respostas, dizendo que o projeto é comissionado e auxiliado tecnicamente pelo WhatsApp; e que não se trata de uma linha direta para checar fatos — ele está apenas obtendo dados para realizar uma pesquisa sobre fake news.
“A linha direta Checkpoint é usada principalmente para coletar dados para pesquisa, e não é uma linha de ajuda que possa fornecer uma resposta para todos os usuários”, explica a Proto. “Gostaríamos de verificar todos os rumores, mas sabemos que isso não será possível, dada a diversidade de informações que receberemos e as limitações de qualquer pesquisa de verificação.”
Fonte: Tecnoblog
Entre para comentar.