Cybercode
tecnoblog
tecnoblog
Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Windows exibe anúncios direto na área de trabalho e sofre críticas

Windows exibe anúncios direto na área de trabalho e sofre críticas

Quem liga o computador esperando ver uma bela paisagem na área de trabalho pode acabar se deparando com uma propaganda. Usuários do Windows 11 em diversas regiões do mundo relataram que a Microsoft passou a exibir anúncios em tela cheia, promovendo uma coleção de filmes das franquias Harry Potter e Animais Fantásticos.

A ação comercial acontece pelo aplicativo Bing Wallpaper e vai na contramão da expectativa dos usuários que buscam uma experiência mais limpa e livre de distrações, gerando uma onda de reclamações na internet.

O texto alerta que os usuários podem receber “notificações contendo ofertas promocionais”, incluindo o banner gigantesco que cobre toda a área de trabalho. O anúncio exibe uma arte da coletânea, acompanhada da legenda “Disponível agora” e de um botão incentivando a pesquisa na web para a compra.

Um notebook Samsung com a tela exibindo a interface do Windows 11. O menu Iniciar está aberto ao centro, mostrando ícones de aplicativos e seções de "Recommended". O papel de parede do sistema operacional apresenta formas abstratas em tons de laranja, rosa, azul e roxo. No canto superior direito da imagem, há o logotipo "tecnoblog".
Usuários criticam anúncios intrusivos no Windows 11 (ilustração: Guilherme Reis/Tecnoblog)

A novidade causou indignação pela invasão do espaço do usuário e pelo produto anunciado. Em plataformas como o Reddit, consumidores relataram frustração por encontrarem marketing agressivo no sistema. Muitos classificaram a ação comercial como uma “banalização do Windows”.

A situação ganhou contornos mais complicados devido às controvérsias envolvendo a criadora da franquia, J.K. Rowling, frequentemente associada a discursos transfóbicos. No fórum oficial Microsoft Learn, um usuário publicou uma queixa questionando o motivo de a Microsoft lucrar com “uma marca que enfrenta boicotes na internet”.

Na mesma discussão, foi sugerido que a empresa de tecnologia deveria reparar o erro doando os valores arrecadados com a campanha promocional para organizações sem fins lucrativos focadas no apoio à população transgênero.

Fonte: Tecnoblog

Publicidade