Xiaomi avisa que seus futuros celulares serão “um pouco mais caros”

A Xiaomi é conhecida pelo custo-benefício de seus celulares, o que a levou ao quarto lugar no ranking global das maiores fabricantes de smartphone. A partir deste ano, ela deve lançar aparelhos a preços mais altos, ultrapassando a barreira dos 3.000 iuanes na China (equivalente a R$ 1.700). No entanto, a marca independente Redmi deve continuar mirando em valores mais acessíveis.
O cofundador e CEO da Xiaomi, Lei Jun, disse durante o lançamento do Mi 9: “queremos nos livrar da reputação de que nossos celulares custam menos de 2.000 iuanes”, equivalente a R$ 1.150. “Queremos investir mais e fazer produtos melhores”, afirma o executivo em vídeo do TechNode.
O CEO continua: “eu disse internamente que esta pode ser a última vez que nosso preço ficará abaixo de 3.000 iuanes. No futuro, nossos celulares podem ficar um pouco mais caros — não muito, mas um pouquinho mais caros”.
O Xiaomi Mi 9 custa a partir de 3.000 iuanes na China, chegando a até 4.000 iuanes (R$ 2.300) pela Transparent Edition com 12 GB de RAM. No entanto, há uma variante mais modesta: o Mi 9 SE custa a partir de 2.000 iuanes; a empresa não deve mais mirar nessa faixa de preço.
Isso não significa que a Xiaomi vá cobrar caro por todos os seus celulares. Daqui para a frente, ela vai se concentrar em modelos high-end; enquanto a marca independente Redmi vai mirar em preços mais baixos, vendendo-os principalmente através de plataformas de e-commerce.
Essa informação vem de Wang Teng Thomas, diretor de produtos da Xiaomi. Ele disse em janeiro, no lançamento do Redmi Note 7, que a linha Redmi ficaria focada em aparelhos mais baratos, enquanto a linha Mi se dedicaria ao high-end.
Fonte: Tecnoblog
Entre para comentar.