Xiaomi chega a meio bilhão de usuários de celular e lucra 70% a mais

A chinesa Xiaomi lança tantos celulares, que acaba sendo difícil acompanhar todas as novidades da marca. O fato é que essa estratégia funciona: os resultados financeiros divulgados nesta semana mostram que a companhia fechou 2021 com uma base global de quase 510 milhões de usuários e lucro líquido 70% maior em relação ao ano anterior.
Em grande parte, esses números foram possíveis porque a Xiaomi distribuiu 190,3 milhões de smartphones em 2021, quantidade 30% maior na comparação com 2020 — trata-se de um recorde para a empresa.
Se até um passado recente a Xiaomi era vista como uma marca de celulares baratos (e, portanto, não muito sofisticados), hoje, a companhia consegue ocupar um bom espaço no segmento premium: das 190,3 milhões de unidades vendidas em 2021, 24 milhões correspondem a aparelhos avançados, um crescimento de 160% sobre o ano anterior.
Há boas razões para a Xiaomi celebrar esses números. Para começar, o segmento premium é mais rentável. Além disso, as 24 milhões de unidades indicam que a companhia está conseguindo implementar a estratégia global de ser uma marca que atende a múltiplos públicos.
Eis o efeito: a Xiaomi encerrou 2021 com 508,9 milhões de usuários ativos mensais da MIUI (a interface de seus dispositivos Android), número 28,4% maior do que a quantidade registrada em 2020.
Que conste que a China continua sendo um mercado importantíssimo para a Xiaomi — 130 milhões dos usuários da MIUI estão nesse país —, mas a expansão das vendas internacionais responde por boa parte desses números.
Fonte: Tecnoblog
Entre para comentar.