Xiaomi prepara montagem de celulares na Argentina, mas Brasil ainda é dúvida

A Xiaomi desembarcou na América Latina e irá produzir celulares na Argentina. A fábrica da chinesa será em Tierra del Fuego (Terra do Fogo), localizada no extremo sul argentino. Com a produção, a fabricante quer tornar modelos topo de linha ou intermediário-premium, como o Redmi Note 10 5G, mais baratos e acessíveis ao mercado, mas não revelou se há planos para abrir uma instalação no Brasil.
A fábrica da Xiaomi na Argentina é dada como um “fato” por um membro da comitiva de Alberto Fernández, presidente do país. O político está em viagem pela China. A fabricante irá confirmar a abertura de uma linha de produção nos próximos dois meses.
A responsável pela fábrica é a Etercor, que também lida com a produção de aparelhos da HMD Global, licenciados oficialmente pela Nokia.
Juan Pablo Baiardi gerente geral da Etercor, disse que consumidores argentinos procuram alternativas no ramo de celulares, e a Xiaomi “é capaz de dar isso a eles”. O porta-voz complementa: “a marca entende que há um potencial realista para crescimento e desenvolvimento na Argentina.”
A empresa argentina irá empregar 400 funcionários no total, que serão encarregados de operar a linha de produção e o atendimento pós-venda em nome da marca chinesa — a Etercor também assumiu essa mesma função no país representando Bose, Nokia e Apple.
Ao se estabelecer na Argentina, a Xiaomi quer baratear o preço de seus celulares no mercado nacional, reduzindo o preço de alguns modelos para baixo de 80 mil pesos argentinos (ARS). Poucas semanas após o lançamento na China, 100 mil unidades do Redmi Note 10 5G chegaram ao país vizinho. Posteriormente, o celular desembarcou no Brasil em junho de 2021.
Fonte: Tecnoblog
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