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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

YouTube e Spotify são a próxima fronteira para o combate às fake news

YouTube e Spotify são a próxima fronteira para o combate às fake news

Cientistas e médicos do mundo todo travam batalhas diariamente para combater a desinformação sobre a COVID-19. O problema é tão sério que plataformas como Facebook e Twitter implementaram políticas para coibir fake news sobre o assunto. Mas agências de checagem de fatos indicam que há plataformas que ainda falham em tratar do problema, com destaque para o YouTube e o Spotify.

Não que notícias falsas se limitem aos acontecimentos relacionados à pandemia. Elas também seguem motivações políticas, sociais e religiosas, por exemplo. Mas a desinformação sobre a COVID-19 tem um agravante óbvio: pode dificultar o combate à doença e, consequentemente, causar mortes.

Por meio de parcerias com agências de checagem de fatos e mudanças em algoritmos, Facebook e Twitter tentam diminuir o alcance de fake news em suas plataformas. Essas medidas não são totalmente eficazes — para você ter ideia, o Twitter foi questionado recentemente pelo Ministério Público Federal sobre fake news no Brasil —, mas representam algum esforço.

No YouTube, a situação é mais preocupante. Uma carta aberta assinada por mais de 80 agências de checagem de fatos acusa a plataforma de hospedar conteúdo de grupos que espalham desinformação sobre a COVID-19.

Sim, o YouTube também tem políticas de combate a notícias falsas, mas as agências as consideram insuficientes. Direcionada a Susan Wojcicki, CEO da plataforma, a carta informa o seguinte:

A plataforma da sua empresa tem enquadrado discussões sobre desinformação como uma falsa dicotomia entre apagar ou não apagar conteúdo. Ao fazer isso, o YouTube está evitando a possibilidade de executar o que comprovadamente funciona: nossa experiência com checagem de fatos junto a evidências acadêmicas nos mostra que trazer à tona informações verificadas é mais eficaz do que excluir conteúdo.

Fonte: Tecnoblog

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