Zoom faz acordo nos EUA por promessa “enganosa” de criptografia

O serviço de videoconferências Zoom fez um acordo com a Comissão Federal de Comércio (FTC) dos Estados Unidos após ser acusado de realizar “práticas enganosas” em relação a proteção de dados dos usuários – entre outros motivos, por ter prometido níveis de criptografia mais fortes do que os realmente praticados.
A acusação diz respeito principalmente ao período conturbado que a empresa vivenciou no início de 2020, quando diversas falhas de segurança expuseram milhares de chamadas de usuários na Internet, além de permitir o que ficou conhecido como “Zoombombing” – invasões de reuniões por terceiros que compartilhavam conteúdos inapropriados, incluindo vírus que infectavam os computadores dos participantes da chamada.
Na época, o Zoom prometia “criptografia de ponta a ponta”, o que, de acordo com a FTC, deu aos usuários “uma falsa sensação de segurança” – sobretudo para quem utilizava a plataforma para tratar de assuntos mais sensíveis ou sigilosos (como temas financeiros ou relacionados à área da saúde).
Em tese, com esse tipo de proteção, nem mesmo a empresa poderia ter acesso ao conteúdo das chamadas. No entanto, de acordo com a agência norte-americana, o aplicativo salvou reuniões não criptografadas em seus servidores por até dois meses, colocando as informações em risco.
O Zoom também instou um servidor web no computador de seus usuários sem autorização, com fins de melhorar a velocidade para iniciar uma chamada – algo que viola a legislação.
Para evitar mais problemas no futuro, a FTC fez um acordo com o Zoom, anunciado nesta segunda-feira (09), o que proíbe a companhia de fazer anúncios falsos sobre suas práticas de segurança e privacidade.
Fonte: Tecnoblog
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