
Parece roteiro de filme de comédia, mas aconteceu na vida real. Um táxi autônomo da marca Waymo, operado pelo Google, foi parado pela polícia ao fazer uma conversão ilegal bem na frente dos agentes durante uma operação de fiscalização de direção sob efeito de álcool e drogas na cidade de San Bruno, na Califórnia (EUA). Mas sem a presença de um motorista, as coisas não saíram exatamente como manda o protocolo.
“Os policiais pararam o veículo e contataram a empresa para informá-los sobre a falha. Como não havia motorista humano, a multa não pôde ser emitida (nossos livros de multas não têm a caixa para “robô”)”, informou o departamento no Facebook. “Esperamos que a reprogramação impeça que ele faça mais manobras ilegais.”
A Waymo diz que o sistema de direção autônoma foi “projetado para respeitar as regras de trânsito”, de acordo com um comunicado enviado ao jornal The Guardian. “Estamos analisando essa situação e estamos comprometidos em melhorar a segurança no trânsito por meio de nossos aprendizados e experiências contínuas.”
“Foi uma estreia para ambos os oficiais. Para aqueles que acreditam que estamos sendo lenientes, há uma legislação em andamento que permitirá que os executivos emitam avisos à empresa. Sejam motoristas, passageiros ou até mesmo carros autônomos, continuaremos fazendo a nossa parte para manter as ruas de San Bruno seguras”, informou a polícia.
A lei em questão foi sancionada pelo governador da Califórnia, Gavin Newsom, e entra em vigor em julho do ano que vem. O projeto permite que os policiais emitam uma “notificação de não conformidade” caso um carro autônomo infrinja as regras e exige a criação de uma linha telefônica de emergência para socorristas.
O sistema é equipado com sensores de diversos tipos para que o veículo autônomo possa analisar todo o ambiente ao seu redor, o que, em tese, evitaria situações como a de San Bruno. As tecnologias são as seguintes:
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