
As chinesas JAC, Chery e BYD já produzem seus veículos no Brasil. Quem está se juntando a este grupo é a GWM, que inaugurou nesta sexta-feira (15) sua primeira fábrica em solo brasileiro, mais precisamente em Iracemápolis, no interior de São Paulo.
Enquanto isso, outras companhias do país, caso da Neta, Omoda & Jaecoo, GAC, Zeekre, SAIC, Leapmotor e Geely, estão presentes por aqui via importação. Mas não pense que esta “invasão” de carros da China acabou.
Fatores internos e externos podem explicar esse avanço chinês no mercado brasileiro. A China enfrenta excesso de produção e busca novos mercados. Um movimento que se acentuou diante das barreiras tarifárias impostas por Estados Unidos e Europa.
A entrada dos veículos chineses é marcada por tecnologia, novidade, preço competitivo, eletrificação e design inovador. Além disso, o mercado brasileiro de elétricos e híbridos ainda é recente, o que favorece a aposta das marcas chinesas.
Essa “invasão” desagrada outras empresas. Após pressão, a alíquota de importação, que era zero até 2024, subiu para cerca de 20% e deve chegar a 35% em 2027. Isso elevou os preços dos importados, mas a margem dos chineses ainda é alta.
Por outro lado, as marcas resolveram apostar na construção de fábricas dentro do território brasileiro. Essa estratégia aumenta a produção e diminui os custos, tornando as operações ainda mais vantajosas e elevando a concorrência.
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