
As chamadas montadoras tradicionais não parecem estar dispostas a ficar de braços cruzados vendo o avanço das marcas de carros chinesas no Brasil. Um exemplo disso é a Toyota. A empresa vai investir R$ 11,5 bilhões no mercado brasileiro até 2030.
A ideia da fabricante japonesa é ampliar sua fábrica em Sorocaba, no interior de São Paulo. Além disso, está prevista a criação de um desmanche próprio para reaproveitamento e venda de peças com preços mais baixos.
Outro objetivo da Toyota é trazer para o território brasileiro modelos elétricos já comercializados em outros países. A ideia é que isso aconteça a partir do primeiro semestre de 2026. Para tornar os veículos mais sustentáveis, até mesmo os modelos comerciais leves passarão por processos de hibridização. Apenas o câmbio e a bateria dos modelos híbridos devem ser importados. Todo o restante será fabricado e montado no Brasil.
Ao mesmo tempo, a empresa promete lançar um projeto de reciclagem de veículos por aqui. Na semana passada, a montadora inaugurou o primeiro desmonte de peças fora da Europa e promete vender componentes por menos de 50% do valor das peças novas. No Brasil, o projeto ainda está em fase de estudos e não há data para o seu lançamento.
A marca japonesa já identificou três perfis de clientes potenciais para o serviço: proprietários de veículos com até cinco anos de uso, donos de carros com cinco a 10 anos, ainda dentro da garantia, e usuários de veículos destinados ao trabalho.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
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