
No início de junho deste ano, a Ucrânia lançou um dos seus maiores ataques desde o início da guerra contra a Rússia. Chamada de “Operação Teia de Aranha”, a ofensiva lançou drones contra estratégicos pontos militares russos.
Mais de dois meses depois do ataque bem-sucedido, as autoridades ucranianas revelaram mais informações sobre a missão. E disseram que se inspiraram em cartéis de drogas para planejar como contrabandear os equipamentos para dentro do território inimigo.
Em declaração feita nesta semana, Vasyl Malyuk, chefe do serviço de segurança interna da Ucrânia, afirmou que o exército aproveitou sua experiência no combate ao crime internacional para realizar o ataque de junho. Segundo ele, a ideia de contrabandear os drones para dentro do território russo foi inspirada na ação de cartéis de drogas.
O representante ucraniano explicou que uma empresa de logística foi criada especificamente para a operação. Ela comprou cinco veículos e alugou espaço de armazenamento para a operação. Um dos armazéns ficava no mesmo quarteirão da sede do Serviço Federal de Segurança da Rússia, na região de Chelyabinsk.
Esta empresa de fachada, então, contratou cidadãos russos como motoristas. Estes funcionários realizaram entregas por um certo período antes do ataque, como foram de evitar qualquer tipo de suspeita. O chefe do serviço de segurança interna da Ucrânia disse que os trabalhadores não sabiam o que estavam transportando.
Malyuk ainda observou que o governo não pagou para que contrabandistas garantissem a entrada dos armamentos no país vizinho. Na verdade, ele disse ter subornado funcionários da alfândega na Rússia, os quais classificou como “muito corruptos”. As informações são do portal Business Insider.
Entre para comentar.