Atores de games vencem disputa por proteção contra IA após greve de 11 meses

Depois de quase um ano de paralisação, atores de voz e profissionais de captura de movimento dos videogames conseguiram estabelecer novas regras para o uso de inteligência artificial pela indústria.
A SAG-AFTRA aprovou um novo acordo com grandes empresas do setor após uma greve que durou 11 meses e teve justamente a IA generativa como um dos principais pontos de conflito. O contrato envolve companhias como Activision, Electronic Arts, Epic Games, Insomniac Games, Take-Two e WB Games.
O acordo foi aprovado por 95,04% dos membros votantes e cria proteções específicas para impedir que a voz, aparência ou performance de um profissional seja reproduzida por IA sem regras claras.
Um dos principais pontos é a utilização das chamadas réplicas digitais, versões geradas artificialmente a partir da imagem, voz ou atuação de uma pessoa.
O novo contrato estabelece requisitos de consentimento e divulgação para o uso dessas réplicas. Os profissionais também poderão suspender a autorização para geração de novos materiais durante uma greve.
A preocupação do sindicato era que uma empresa pudesse utilizar uma versão digital de um ator para continuar produzindo conteúdo durante uma paralisação — criando, na prática, uma espécie de substituto virtual daquele trabalhador. Segundo Sarah Elmaleh, presidente do comitê de negociação do acordo, chegar a uma solução para essa questão foi decisivo para encerrar a greve.
Entre para comentar.