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Julia Monteiro
Julia Monteiro
Inteligencia Artificial · · 2 min de leitura ·

Veja como funciona a inteligência artificial de crédito do Nubank

Veja como funciona a inteligência artificial de crédito do Nubank

O que você precisa saber

Para muitas pessoas, o uso de inteligência artificial ainda é cercado de mistérios. O uso de dados para produzir soluções para um determinado problema parece não ser devidamente compreendido pela maioria. Afinal, como saber se a máquina julgou corretamente os fatores de riscos? Como saber se o algoritmo não refletiu nenhum tipo de preconceito? Quando essas decisões impactam no limite de crédito, os questionamentos são ainda maiores.

Essas questões são alguns desafios com os quais o indiano Krishna Venkatraman precisa lidar diariamente. No começo do ano, ele trocou a vice-presidência da IBM, em Nova York, para dirigir a área de ciência de dados do Nubank, a fintech que mais emite cartões de crédito no Brasil.

Em entrevista ao Estadão, Venkatraman, que é pós-doutor em Engenharia Industrial pela Universidade de Stanford, explicou como o Nubank utiliza a inteligência artificial. Ele esclareceu que, para identificar bons e maus pagadores, a tecnologia usa os relatórios de birôs de crédito, comportamento de compras e até recomendações de usuários que também já são clientes.

Ele explica que a aprovação de crédito é um processo caro, o que pode excluir muita gente, sobrando apenas os consumidores que “valem a pena”. Com a inteligência artificial, é possível analisar os créditos em segundos, e não em uma semana. “Se um usuário tem alto risco em certo limite, concedemos a ele limite mais baixo. Assim, a pessoa pode usar nosso produto e, com mais informações, podemos até aumentar o limite”.

Venkatraman garante que os fatores que afetam o crédito sempre serão os utilizados pela tecnologia, como renda e ficha criminal. “São coisas razoáveis de se supor e não são segregatórias”, afirmou. “Sociedades podem ter diferentes proporções de pessoas com certas características, mas não se deve condicionar uma decisão sobre isso”, completou o executivo indiano.

O executivo do Nubank explica que não há razão para um cientista de dados saber precisamente quem é determinado cliente, porque ele pode analisar pelo contexto. “Nos próximos 10 anos, os clientes tomarão as rédeas sobre os direitos de seus dados. É perfeitamente possível anonimizar dados sensíveis ou remover informações pessoais, a menos que eles sejam extremamente necessários, como em casos de fraude”.

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