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Cinema · · 3 min de leitura ·

Game of Thrones S06E05: A porta se fechou, e nunca foi tão triste

Game of Thrones S06E05: A porta se fechou, e nunca foi tão triste




Apenas com essas três palavras, uma das primeiras perguntas feitas por leitores de George R.R. Martin e pela audiência da série foi respondida. Agora, sabemos exatamente de onde veio o apelido e a ligação do amigável Wylis com a palavra Hodor. E, bem… podemos dizer que Bran tem culpa nisso. Mas, antes de chegar lá, muitas outras coisas aconteceram no episódio…

Alcançamos a metade da temporada. Se já não havia tempo a perder antes, agora, então, há menos ainda. E The Door chega para comprovar isso. O quinto episódio do sexto ano da série traz algumas revelações bastante significativas, mas acima disso, comprova onde está o protagonismo este ano. Desde o início deste ano, vem se construindo um clima de finalização, se não em todas as partes da história, pelo menos no enredo que parece ser o mais importante agora: o dos Stark.

Com Jon e Sansa reunidos na Muralha (que, mais uma vez, é o cenário de abertura do episódio), os preparativos para a batalha pela retomada de Winterfell começam realmente, mas não sem antes a história reforçar mais uma vez o quanto Sansa é uma personagem diferente agora. Através do encontro dela com Mindinho (que viaja milagrosamente de uma ponta a outra de Westeros em um piscar de olhos) e de tudo que ela diz ao confrontá-lo é possível enxergar na jovem nortenha o mesmo senso de justiça e retidão que remete ao seu pai, Ned Stark, em suas palavras duras, porém recheadas de significado. Sem ser apelativa ou gráfica, a cena do diálogo tão direto choca pela dureza de Sansa e pela realidade da situação, e por demonstrar claramente o quanto o que ela passou com Ramsay a fez uma pessoa feroz. Muito mais impactante (e simbólica) que uma cena gratuita qualquer de ‘choque pelo choque’. Fica a dica.

Sansa, inclusive, é até agora um dos pontos mais altos da temporada – se não o mais. Vê-la se defendendo e deixando de acreditar que os outros farão as coisas por ela é não apenas recompensador para a personagem e um trabalho muito bom de Sophie Turner, mas acaba traçando um curioso paralelo com Daenerys (dos mil títulos) Targaryen. De formas diferentes, ambas acabaram passando por abandonos e traições de familiares ou pessoas confiáveis quando mais novas, e isso as tornou independentes e mais fortes. Já pensou como seria se Sansa ainda tivesse a Lady, sua loba gigante? Ah…

Ao mesmo tempo que temos Sansa 100% dona de si na Muralha, do outro lado do mapa, uma garota é forçada a lidar com fantasmas do passado. A história de Arya nesta temporada caminha a passos lentos, mas de todos os arcos, é o que ainda se mantém mais próximo à história dos livros. Mas há novos elementos. A peça a que ela assiste, ironizando alguns dos eventos da primeira temporada da série, adiciona algo a mais à mistura. Não é sutil a maneira como a peça a afeta (principalmente as versões de seu pai e sua irmã), mas é um contraponto muito interessante. Tudo o que fez Arya chegar até Braavos foi movido pelo desejo de se vingar dos que fizeram mal à sua família. Mas o seu…

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