Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 5 de maio de 2020 · 2 min de leitura ·

Passagem de asteroide demonstra defesa planetária em ação

Passagem de asteroide demonstra defesa planetária em ação

O que você precisa saber

Na última terça-feira (28 de abril), enquanto o mundo estava de olho no asteroide 1998 OR2, outra rocha muito menor passou “raspando” por nós a uma distância de 36 mil km, quase a mesma de alguns satélites geoestacionários.

O evento foi uma boa demonstração de como nosso sistema de defesa planetária (sim, temos um) funciona. Logo após a detecção do asteroide, observatórios do mundo todo se uniram para determinar sua órbita, tamanho, velocidade e probabilidade de impacto com a Terra.

Tudo começou em 27 de abril, quando o observatório Pan-STARRS no Havaí detectou um asteroide até então desconhecido, muito próximo da Terra. Isso agitou os especialistas, porque a primeira hora de observações sugeria que o objeto, batizado de 2020 HS7, tinha 10% de chance de colisão com a Terra.

Em uma hora, outros observatórios ao redor do mundo começaram a rastrear o objeto. Com mais observações, as preocupações se dissiparam: ele iria passar sem perigo pela Terra. E mesmo se colidisse com nosso planeta, graças ao seu pequeno tamanho (estimado entre 4 e 8 metros) não representaria risco para nós.

Segundo Lindley Johnson, Diretor de Defesa Planetária da Nasa, “asteroides pequenos como o 2020 HS7 passam em segurança pela Terra algumas vezes por mês. Eles não representam ameaça, e mesmo que estejam em rota de colisão são pequenos o bastante para serem desintegrados por nossa atmosfera”, afirmou.

Após mais observações, determinou-se que o asteroide passou a uma distância de 42 mil km de nós, mais longe do que o inicialmente previsto, porém ainda muito perto. Segundo a Agência Espacial Europeia (ESA), esta foi uma das 50 passagens mais próximas de que se tem registro.

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