
Se você acompanha as notícias astronômicas, já sabe que nesta segunda (21), teremos uma das maiores conjunções entre Júpiter e Saturno dos últimos 800 anos.
Muitos dos astrônomos amadores esperam ansiosamente por este evento há vários meses. Será a primeira vez na história que a humanidade poderá contemplar, via telescópios, uma conjunção tão próxima destes dois planetas.
A conjunção astronômica é um fenômeno relativamente comum. Ela ocorre quando dois ou mais astros encontram-se em alinhamento com a Terra, ficando aparentemente próximos no céu.
Como todos os planetas do Sistema Solar orbitam o Sol, praticamente no mesmo plano, este alinhamento entre planetas ocorre com certa frequência. Mas as pequenas diferenças nos planos orbitais dos planetas fazem com que, a cada conjunção, a distância aparente entre os astros seja diferente. Por isso é tão rara uma conjunção planetária como a da noite de 21 de dezembro, quando os planetas estarão separados por apenas 0,1 graus no céu.
Em astronomia, é comum utilizar medidas angulares para distâncias aparentes na esfera celeste. Como comparação, o diâmetro aparente da Lua no céu é de 0,5 graus.
Júpiter e Saturno são, sem dúvida, os planetas do Sistema Solar mais interessantes de serem observados por telescópio. Ambos são alvos preferenciais para os instrumentos de astrônomos amadores e astrofotógrafos.Júpiter, o maior planeta em órbita do Sol, apresenta um sistema de tempestades que divide sua atmosfera superior em faixas de diferentes cores. Além da Grande Mancha Vermelha, um gigantesco vórtice de uma tempestade está ativa desde as primeiras observações de Júpiter por telescópio, feitas por Galileu Galilei, há mais de 400 anos.
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