Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 14 de junho de 2021 · 2 min de leitura ·

O que há sob as nuvens de Júpiter?

O que há sob as nuvens de Júpiter?

Esposa de Júpiter na mitologia romana, Juno é também a sonda que explora o planeta com o nome de seu maridos. O equipamento da Nasa sofreu problemas técnicos que adiaram a conclusão de sua missão principal, mas acabou ganhando ainda mais utilidade. Nos últimos anos, a sonda trouxe detalhes do que está por baixo das imensas nuvens do gigante gasoso.

Júpiter é, em essência, composto principalmente de hidrogênio. Juno mostrou que, em baixo das nuvens, há raios mais altos do que se pensava possíveis e descobriu anéis de tempestades estáveis nos polos norte e sul do planeta, além de ventos tão profundos em seu interior que são capazes de empurrar os campos magnéticos do planeta.

A sonda também identificou que há oito tempestades acontecendo no polo norte e cinco no polo sul. Em determinado momento, Juno viu uma sexta tempestade chegando na parte do hemisfério austral. Logo, foi empurrada para longe pelas outras.

Esse número constante de tempestades que duram vários anos e têm cerca de 4 mil quilômetros de diâmetro conseguem “conviver” facilmente em uma região polar, sem perturbar as outras. “Mas se você tivesse 100, isso seria muito próximo e eles não seriam estáveis, explicou Yohai Kaspi, professor de ciências terrestres e planetárias do Instituto Weizmann de Ciência em Israel.

A sonda também permitiu análises que mostraram que os padrões atmosféricos da metade superior de Júpiter são diferentes dos da outra parte. Com auxílio de Juno, os cientistas vão se aprofundar mais, nos próximos anos, nas oito maiores tempestades no topo do planeta, pois a gravidade do planeta está levando a sonda para latitudes mais altas a norte. Assim, ela vai observar os relâmpagos no alto da atmosfera.

Mas, o que são as listras coloridas e ondulantes de Júpiter? Este padrão é formado por nada mais do que o topo das nuvens mais altas, feitas de cristais de amônia congelados e revestidos de fuligem. Mais abaixo, a 50 e 65 quilômetros, estão as nuvens de água. Dentro delas, acredita-se que ocorrem relâmpagos mesma forma que nas tempestades na Terra.

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