
Pela primeira vez, astrônomos conseguiram determinar a forma da heliosfera, região do espaço ao redor do Sol preenchida pelo vento solar. Essa descoberta pode ajudar a entender melhor o ambiente do Sistema Solar e sua interação com o espaço interestelar.
De acordo com Dan Reisenfeld, astrônomo do Laboratório Nacional de Los Alamos, os modelos físicos teorizam sobre essa fronteira há anos. “Mas esta é a primeira vez que realmente conseguimos medi-la e fazer um mapa tridimensional dela”, afirma. O Laboratório Nacional de Los Alamos, no Novo México, é um órgão do Departamento de Energia dos EUA, gerido pela Universidade da Califórnia.
Segundo a revista científica on-line Science Alert, as duas sondas Voyager lançadas há mais de 40 anos pelos EUA já tiveram contato próximo com a heliosfera, atingindo a borda dessa camada, chamada heliopausa. É nesse ponto que o vento supersônico de plasma ionizado solar perde força com a distância, de modo que não é mais suficiente para empurrar contra a pressão do espaço interestelar.
Apesar de não ter muito material no espaço interestelar, há o bastante para que tenha uma baixa densidade de átomos e um vento cósmico soprando entre as estrelas.
A forma da fronteira entre o Sol e o espaço profundo tem sido motivo de debates há alguns anos. Alguns defendiam que seria uma bolha arredondada, outros, uma estrutura em forma de cometa, com uma cauda fluindo atrás do Sistema Solar enquanto se move ao redor da Via Láctea.
Reisenfeld e sua equipe usaram dados do satélite Interstellar Boundary Explorer (IBEX) da Nasa, a agência espacial americana. O IBEX é um observatório que mede partículas lançadas da região mais externa da heliosfera.
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