Julia Monteiro
Julia Monteiro
Inteligencia Artificial · 14 de junho de 2021 · 2 min de leitura ·

Presidente da Microsoft critica “corrida pela IA” e pede regulamentações

Presidente da Microsoft critica “corrida pela IA” e pede regulamentações

O que você precisa saber

O presidente da Microsoft, Brad Smith, disse que podemos ter um “futuro orwelliano” caso a “corrida pela inteligência artificial” (IA) entre EUA e China não seja devidamente regulamentada e baseada em leis de ética. As afirmações foram feitas durante entrevista à BBC.

Smith fez referência ao romance “1984”, escrito por George Orwell, onde um partido toma o controle do mundo por meio de revisionismo histórico e um estado de vigilância global completa e onipresente. Para Smith, já há partes interessadas em empregar a IA na vigilância de seus cidadãos em diversos países.

“Eu me lembro constantemente das lições de George Orwell em seu livro, ‘1984’”, disse Smith. “A história fundamental era sobre um governo que enxergava tudo o que todos faziam e ouvia tudo o que todos diziam, o tempo todo. Bem, isso não aconteceu [conosco] em 1984, mas se não tivermos cuidado, isso pode acontecer em 2024”.

O presidente da Microsoft lembrou que, na China, aspectos da inteligência artificial já começaram a ser empregados no dia a dia: sistemas de reconhecimento facial automatizado já são empregados pela polícia chinesa na busca por criminosos e dissidentes políticos do governo. Em alguns locais nos EUA e China também usam reconhecimento facial ao invés de passagens de trem, ônibus e metrô.

A inteligência artificial, de uma forma resumida, é a tecnologia capaz de “aprender” certos padrões de comportamento ao analisar, em um curto espaço de tempo, quantidades massivas de dados. Desta forma, ela estabelece um padrão analítico que prevê determinados resultados antes de eles virem a acontecer.

O problema com isso é que a tecnologia requer mãos humanas para ser desenvolvida e, com isso, preconceitos e opiniões invariavelmente entram nesse desenvolvimento. De acordo com Bernhardt Trout, professor de engenharia química e do curso de ética em IA pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), essa questão é impossível de ser evitada. Mas ele argumenta que, no lado bom da discussão, minimizar os preconceitos humanos é uma das principais prioridades de vários países que empregam ou pesquisam a inteligência artificial.

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