
Nesta terça-feira (19), pesquisadores da Academia Chinesa de Ciência (CAS) concederam uma entrevista coletiva à imprensa local para falar sobre as rochas lunares coletadas pela missão Chang’e-5, as primeiras amostras trazidas de volta à Terra em décadas. De acordo com os cientistas, elas indicam que a Lua estava vulcanicamente ativa mais recentemente do que se pensava.
Essa foi a primeira missão da humanidade a retornar amostras da Lua em 44 anos, o que representa um marco para o crescente programa espacial de Pequim.
De acordo com os cientistas, uma forma de lava resfriada (basalto) de 2,03 bilhões de anos atrás coletada durante a missão traz a última data conhecida de atividade vulcânica na Lua para mais perto dos dias atuais em até 900 milhões de anos.
A análise das amostras “revela que o interior da Lua ainda estava evoluindo por volta de dois bilhões de anos atrás”, disseram.
Rochas lunares anteriores trazidas por missões americanas e soviéticas mostraram evidências de atividade lunar até 2,8 bilhões de anos atrás, mas deixaram uma lacuna no conhecimento dos cientistas sobre a história mais recente do satélite natural da Terra, visto que eram de partes mais antigas da superfície lunar.
A missão Chang’e-5 – batizada em homenagem a uma deusa da lua na mitologia chinesa – coletou 2 kg de amostras de uma área até então inexplorada da Lua chamada Mons Ruemker, que fica na região conhecida como “Oceano das Tempestades”.
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