Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 20 de outubro de 2021 · 2 min de leitura ·

Amostras da Lua trazidas por missão chinesa indicam atividade vulcânica mais recente do que se imaginava

Amostras da Lua trazidas por missão chinesa indicam atividade vulcânica mais recente do que se imaginava

Nesta terça-feira (19), pesquisadores da Academia Chinesa de Ciência (CAS) concederam uma entrevista coletiva à imprensa local para falar sobre as rochas lunares coletadas pela missão Chang’e-5, as primeiras amostras trazidas de volta à Terra em décadas. De acordo com os cientistas, elas indicam que a Lua estava vulcanicamente ativa mais recentemente do que se pensava.

Essa foi a primeira missão da humanidade a retornar amostras da Lua em 44 anos, o que representa um marco para o crescente programa espacial de Pequim.

De acordo com os cientistas, uma forma de lava resfriada (basalto) de 2,03 bilhões de anos atrás coletada durante a missão traz a última data conhecida de atividade vulcânica na Lua para mais perto dos dias atuais em até 900 milhões de anos.

A análise das amostras “revela que o interior da Lua ainda estava evoluindo por volta de dois bilhões de anos atrás”, disseram.

Rochas lunares anteriores trazidas por missões americanas e soviéticas mostraram evidências de atividade lunar até 2,8 bilhões de anos atrás, mas deixaram uma lacuna no conhecimento dos cientistas sobre a história mais recente do satélite natural da Terra, visto que eram de partes mais antigas da superfície lunar.

A missão Chang’e-5 – batizada em homenagem a uma deusa da lua na mitologia chinesa – coletou 2 kg de amostras de uma área até então inexplorada da Lua chamada Mons Ruemker, que fica na região conhecida como “Oceano das Tempestades”.

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