
Em uma entrevista recente ao site Axios, Stephenson disse que o anúncio da Meta traz uma sensação de “arrancar um curativo”. Ainda, o autor se disse lisonjeado ao ver o investimento dos leitores para materializar ideias semelhantes ao seu metaverso.
“Quase desde o início do gênero, os escritores de ficção científica ocasionalmente receberam crédito por inspirar invenções da vida real. Então, isso não é novo e não é único. Eu estava ciente desse fato trinta anos atrás, quando escrevi ‘Nevasca’, mas não esperava necessariamente que isso acontecesse”, confessa.
Mas é fato que nem toda boa ideia da ficção é trazida à vida no mundo real. Para Stephenson, as ideias precisam ser plausíveis para serem implementadas no nosso dia a dia. Ao que tudo indica, o metaverso passou por esse crivo e segue agora rumo a criação pela Meta (antiga Facebook).
O autor explica que a ideia surgiu ao participar de um projeto de arte que utilizava computação gráfica. Diante das dificuldades, o autor começou a se perguntar como esse tipo de tecnologia 3D se tornaria popular. A resposta, para ele, era o desenvolvimento de algum tipo de produto em massa que fizesse baixar o preço dos equipamentos, tornando-os onipresentes.
Curiosamente, parece com o que estamos vivendo na atualidade. Porém, não com a atuação direta do autor. Ele afirmou durante a entrevista que não se envolveu profundamente em nenhum projeto baseado em seu livro, e isso inclui o que está sendo criado pela Meta.
“O que está realmente sendo construído é fundamentalmente diferente do metaverso do livro em alguns aspectos importantes – particularmente o modelo de receita. O modelo de receita – a forma como os criadores do sistema ganham dinheiro – é mais importante do que qualquer outra coisa porque impulsiona os recursos técnicos”, esclarece.
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