Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 4 de novembro de 2021 · 2 min de leitura ·

A “próxima Terra” é o objetivo de astrônomos que pedem por mais telescópios espaciais

A “próxima Terra” é o objetivo de astrônomos que pedem por mais telescópios espaciais

Uma compilação de pesquisas feita por diversos astrônomos norte-americanos afirma que o objetivo do grupo é o de encontrar a “próxima Terra”, por meio da instalação de diversos telescópios espaciais que os ajudarão a estudar o universo além do sistema solar onde vivemos.

O material, intitulado “Decadal Survey on Astronomy and Astrophysics” (“Pesquisa de Década sobre Astronomia e Astrofísica”), foi publicado na nova edição da National Academies of Sciences, e detalha uma série de missões de alta prioridade que, afirma o grupo, a agência espacial americana Nasa deveria começar a projetar ainda nesta década.

Encontrar um planeta parecido com a Terra é um objetivo bem antigo da comunidade astronômica – parte dos estudos sobre os “exoplanetas”, ou seja, planetas que estão fora do nosso sistema solar – envolve a busca por uma “nova casa” para a humanidade.

A compilação já sugeriu no passado coisas que estamos vendo agora no presente: o iminente lançamento do telescópio espacial James Webb, por exemplo, veio de uma edição anterior à pesquisa atual. Desta vez, porém, os especialistas tomaram um rumo um pouco diferente: ao invés de sugerir quais missões devem ser prioridade, o grupo se concentrou apenas em uma (que tem várias e várias fases).

Intitulado “Programa de Maturação Tecnológica e Missão dos Grandes Observatórios”, o projeto sugere que sejam criados um telescópio espacial primário (não muito diferente dos smartphones “flagship” das empresas tecnológicas), capaz de enxergar luz nos espectros ultravioleta, infravermelho e óptico em atmosferas de planetas com visualização de até 10 bilhões de vezes mais fraca do que as estrelas que eles estão orbitando, além de outros dois telescópios auxiliares.

Esses dois telescópios extras seriam, respectivamente, capazes de enxergar raios-x e frequências mais profundas do infravermelho. Além destes três, outros observatórios abrigariam telescópios de solo na superfície da Terra – o estudo fala em estruturas de destaque, como o finado telescópio de Arecibo, em Porto Rico, mas não estipula quantos ou quais seriam suas especificações.

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