
Além de um projeto em conjunto com a Nasa, a Austrália está desenvolvendo mais um veículo de exploração terrestre (rover) para ser enviado à Lua até 2024. A iniciativa está sendo liderada por empresas privadas e conta com participação também de companhias canadenses e da Universidade de Tecnologia de Sydney.
Segundo informações divulgadas, esse segundo rover terá um tamanho reduzido – medindo 60x60x50cm e pesando aproximadamente 10 kg – e, se tudo der certo, será o primeiro artefato humano no espaço a contar com componentes australianos.
O pequeno rover australiano também terá uma missão diferente do projeto em conjunto com a Nasa: enquanto aquele vai coletar amostras de solo lunar contendo oxigênio, o novo projeto fará algo similar…com água.
O elemento que mais suporta a nossa vida já foi identificado na Lua em forma líquida e também em seu estado mais sólido – o gelo – cortesia do chamado “lado escuro” e de suas inúmeras crateras. Embora nós saibamos que ela está lá, contudo, ainda não conseguimos desenvolver um método que nos permita extraí-la.
O veículo será construído pela empresa japonesa ispace, e acoplado em um módulo de pouso lunar (Hakuto) que também é assinado por ela. No que tange a equipamentos, o seu braço robótico será uma produção conjunta da canadense Stardust Technologies e a australiana EXPLOR Space Technology.
Apesar dos objetivos distintos, as duas premissas – o rover com a Nasa e o rover com as empresas privadas – poderão avançar a humanidade no objetivo de estabelecer uma base na Lua, operada localmente por astronautas. Afinal, precisamos de água e oxigênio para sobreviver, e se pudermos criar um método de extraí-los do solo lunar, isso vai significar uma economia de recursos da Terra.
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