Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 8 de novembro de 2021 · 2 min de leitura ·

Vídeo mostra o “unboxing” do Telescópio Espacial James Webb

Vídeo mostra o "unboxing" do Telescópio Espacial James Webb

As agências espaciais dos EUA (Nasa) e Europa (ESA) estão na “reta final” para o lançamento do polêmico Telescópio Espacial James Webb (JWST, James Webb Space Telescope). Após uma viagem que começou nas instalações de sua fabricante, a Northrop Grumann, na Califórnia, e passou pelo Canal do Panamá, o equipamento chegou à Guiana Francesa em 12 de outubro.

Desde então ele foi cuidadosamente desempacotado em uma sala estéril por técnicos da ESA, que irão montá-lo no topo de um foguete Ariane 5. O “unboxing” foi registrado no vídeo abaixo:

“A campanha de lançamento do James Webb envolve mais de 100 especialistas”, disse a ESA. “As equipes trabalharão separadamente para preparar o telescópio e o veículo de lançamento até se tornarem uma equipe combinada para unir o telescópio e o foguete para uma decolagem histórica”.

Com 10 metros de altura e pesando seis toneladas, o JWST é o telescópio espacial mais avançado já produzido, e tem recursos tão sofisticados que o físico norte-americano Michio Kaku especula que ele nos permitirá realizar o “primeiro contato” com uma civilização alienígena.

“Em breve teremos o telescópio [Webb] em órbita e teremos milhares de planetas para observar”, disse Kaku ao The Guardian, “e é por isso que acho que as chances são altas de que de entraremos em contato com uma civilização alienígena”.

Entretanto, toda essa sofisticação se traduz em muitos riscos. Recentemente, Mike Menzel, engenheiro líder de sistemas da missão Webb, do Goddard Space Flight Center da Nasa em Maryland, afirmou que: “Há 344 itens de ponto único de falha em média”, revelou Menzel, acrescentando que “aproximadamente 80% deles estão associados à implantação”, ou seja, o momento em que o telescópio se “desdobra” e é colocado em condição operacional.

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