Julia Monteiro
Julia Monteiro
Veiculos e Tecnologia · 9 de novembro de 2018 · 2 min de leitura ·

Baterias de estado sólido: elas podem fazer o smartphone durar mais. Entenda

Baterias de estado sólido: elas podem fazer o smartphone durar mais. Entenda

O que o Motorola DynaTAC 8000X, primeiro telefone celular do mundo, apresentado em 1983, e o smartphone dobrável da Samsung, exibido recentemente, tem em comum? Apesar do enorme avanço em recursos, tamanho, design, capacidade, tela e desempenho, ambos usam um componente em comum que, definitivamente, não acompanhou nem de perto toda essa transformação tecnológica: a bateria.

Mesmo com o avanço da tecnologia das baterias de íons de lítio, a capacidade energética nunca é suficiente para que possamos ficar longe de uma tomada por mais de um dia ou, dois, no máximo.

Logo, a solução pode estar nas baterias de estado sólido. Elas não são novidade, mas ainda tem um custo alto de fabricação e são utilizadas pelas indústrias apenas em equipamentos específicos.

Em um projeto de bateria convencional – mais comumente de lítio – dois eletrodos de metal são usados com uma solução líquida de lítio atuando como um eletrólito. As partículas iônicas se movem de um eletrodo (o cátodo) para o outro (o anodo) à medida que a bateria carrega e, ao contrário, à medida que descarrega. A solução líquida de lítio é o meio que permite essa condução de eletricidade. Se você já viu uma pilha ou bateria com problema, provavelmente já viu o “ácido da bateria” que escorre (e às vezes chega a inflar e pegar fogo). Pois esse é o eletrólito líquido de lítio.

Em uma bateria de estado sólido, os eletrodos positivo e negativo e o eletrólito entre eles são pedaços sólidos de metal, liga ou algum outro material sintético. O avanço em seu desenvolvimento está crescendo devido a quantidade cada vez maior de produtos eletrônicos, fabricantes de automóveis (elétricos e híbridos) e fornecedores industriais em geral, o que causa um investimento financeiro maior.

As baterias de estado sólido comprimem o ânodo, o cátodo e o eletrólito em três camadas planas, em vez de suspender os eletrodos em um eletrólito líquido. Isso significa que você pode torná-los menores – ou, pelo menos, mais planos – enquanto mantém tanta energia armazenada quanto uma bateria maior que usa líquido como eletrólito.

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