
Cadeia alimentar é a sequência de matéria e energia trocadas entre os seres vivos por meio da nutrição. Os organismos dependem uns dos outros para sobreviver nos ecossistemas e esse processo é muito bem representado por uma pirâmide: os vegetais são a base e, no próximo degrau, estão os herbívoros, que comem os vegetais. Esses, por sua vez, são devorados pelos carnívoros – os quais ficam no topo da pirâmide. Pode parecer inusitado, mas podemos fazer uma excelente analogia com o mundo high-tech, especialmente na fabricação de automóveis – seja para empresas do setor ou fornecedores de serviços e materiais.
Na indústria automobilística, no topo da pirâmide tecnológica, vivem os carnívoros: Manufatura 4.0 e Carros Autônomos (filhos da Inteligência Artificial – IA), que representam as fábricas e os carros. Ambos os processos dependem de uma grande quantidade de dados para as tomadas de decisão, por isso, o Big Data é essencial. A coleta das informações é realizada por meio de sensores inteligentes, celulares e computadores, que depois são armazenadas na nuvem.
Duas categorias de IA se tornarão, em breve, triviais em nos veículos: 1) infotainment, junção das palavras information e enternainment (informação e entretenimento), que faz interface com o ser humano via reconhecimento de voz e gestos, movimento dos olhos, monitoramento e assistência virtual de direção; e 2) Sistemas Avançados de Assistência ao Motorista (ADAS – abreviação em inglês de Advanced Driver Assistance System), que detecta objetos, realiza classificações básicas, alerta o condutor sobre condições perigosas nas estradas e, em alguns casos, desacelera ou para totalmente o veículo (por meio de sistemas de câmaras de visão, como os sensores LiDAR, essenciais para o funcionamento dos carros autônomos), além de detectar objetos utilizando sistema de laser.
A inteligência artificial – cada vez mais inserida também na base de fornecedores que buscam processos mais ágeis, robutos e integrados – atua como um “carnívoro” do topo da pirâmide, que se alimenta dos herbívoros da cadeia tecnológica: os algoritmos. Esses, por sua vez, chegam aos neurônios artificiais, que, como o próprio termo indica, são uma tentativa de copiar a forma como os seres humanos pensam. O aprendizado se faz pela comparação de entradas e saídas de um processo e alteração da força de conexão entre os neurônios, reforçando aquelas que parecem ser úteis.
Continuando a conhecer esta camada da pirâmide, encontramos a Comunicação. A tecnologia que faz os veículos “conversarem” nas ruas é a mesma que permite que as máquinas convivam no chão de fábrica. Se os carros possuem as comunicações V2V, V2I e V2X (Vehicle-to-Vehicle, Vehicle-to-Infrastructure e Vehicle to Everything), no ambiente fabril, essa é realizada por meio do M2M (Machine-to-Machine) com a Internet das Coisas Industrial. Assim, chegamos ao nível energético mais elevado, a base da pirâmide – a Vegetação – cujo cultivo mantém todos irrigados de nutrientes. Formada…
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