
Enquanto analisava a camada externa de exoplanetas em busca de mundos semelhantes à Terra, por meio de um novo modelo computacional, uma equipe internacional de geólogos dos EUA, Suíça, França e Escócia descobriu uma nova categoria de planetas: os “casca de ovo”.
Durante o estudo, eles previam que mundos que são pequenos, antigos ou distantes de suas estrelas, provavelmente, teriam camadas grossas e rígidas. No entanto, perceberam que, em algumas circunstâncias, os planetas podem ter uma camada externa frágil, com apenas cerca de 1 km de espessura. Isso significa que suas crostas são tão finas que seriam incapazes de suportar algum tipo de vida.
Segundo o site Phys, o estudo, que foi publicado nesta quarta-feira (10) no Journal of Geophysical Research: Planets, foi liderado por Dami Mikhail, pesquisador da Escola de Ciências da Terra e Ambientais da Universidade de St. Andrews, na Escócia.
Mikhail explica que “na verdade, o novo modelo fornece um padrão para prever a natureza das placas tectônicas em mundos externos”.
Ele diz que é como se fosse um “novo parâmetro” de condições ideais para a vida. “Mas, em vez da temperatura certa para a água, queremos explorar as condições certas para as placas tectônicas”, diz Mikhail.
Para os cientistas, ter placas tectônicas como as da Terra é um componente importante da habitabilidade planetária – e não é apenas porque os torna semelhantes à estrutura geológica do nosso planeta.
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