
Em 2016, astrônomos descobriram uma rocha no espaço, relativamente próxima de nós e da Lua, cuja origem ainda nos era misteriosa. Apelidado “Kamo’oalewa”, o objeto pode, na verdade, ser um pedaço da Lua, que, segundo um novo estudo, se desprendeu do satélite após uma colisão com um asteroide.
O paper, liderado por Vishnu Reddy, professor adjunto de Cosmoquímica e Astronomia Planetária na Universidade do Arizona, junto do estudante de Ph.D Benjamin Sharkey, estipula a origem lunar por critério de eliminação: o Kamo’oalewa não tem composição química correspondente com nenhum dos cerca de 2 mil objetos próximos à Terra no espaço, mas é relativamente similar à Lua.
Reddy presta consultoria em estudos de objetos próximos à Terra para a Nasa, que conta com um departamento dedicado à defesa do nosso planeta, mas o Kamo’oalewa sempre foi um objeto de mistério para ele. A “luz” veio quando Sharkey lhe mostrou informações de suas observações corriqueiras do mesmo objeto:
Segundo o futuro Ph.D, uma observação mais aprofundada foi possível pelo uso do Large Binocular Telescope, um dos maiores dos EUA e amplamente usado para observar luas mais distantes, como as de Urano e Saturno. Usado no Kamo’oalewa, a descoberta foi a de que a rocha tinha propriedades de espectroscopia astronômica muito parecidas com as da nossa Lua.
“Não é como se não houvesse outros asteroides com essa mesma configuração, mas nós não encontramos nada nem remotamente similar a isso ainda”, disse Sharkey ao Space.com.
Com 40 metros de diâmetro, o Kamo’oalewa tem uma órbita fixa como a da Lua, embora a sua elipse seja mais alongada e evidente. De tempos em tempos, ele se posiciona entre nós e o nosso satélite, e vem acompanhando a Terra pelo menos há 100 anos. Em termos astronômicos, ele é o que especialistas chamam de “quasi-satélite”.
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