
Um buraco negro com cerca de 11 vezes a massa do Sol foi descoberto fora da Via Láctea por astrônomos da universidades da Inglaterra e da Alemanha, no que os especialistas acreditam ser apenas o primeiro de uma possível série de descobertas do tipo nos próximos anos.
Isso porque o objeto, localizado fora da Via Láctea, praticamente vizinho à Nuvem de Magalhães, o pequeno buraco negro está inserido em uma galáxia de “apenas” 100 milhões de anos de vida. Em termos cósmicos, é uma galáxia absurdamente jovem, “praticamente uma criança”, segundo os especialistas. É a primeira vez que um buraco negro desse porte é identificado em um ponto tão novo do espaço.
Usando o “Telescópio Muito Grande” (“VLT”, na sigla em inglês, mas o nosso nome é bem mais atraente, convenhamos), localizado nas montanhas ao norte do Chile, os astrônomos apontaram suas lentes para o aglomerado de estrelas NGC 1850, localizado há pouco mais de 160 mil anos-luz da Terra.
Foi nessa região que eles encontraram uma pequena estrela – cinco vezes maior que o Sol – e, nela, eles viram pequenas variações de luminosidade e movimento. Ambos são sinais de que um buraco negro estava nas proximidades. As conclusões e dados serão publicados na próxima edição do jornal científico Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.
A busca por buracos negros é uma atividade um tanto quanto elusiva – quase literalmente, um tiro no escuro. Isso porque, pelo fato de eles engolirem todos os tipos de partículas de luz, é impossível para nós olharmos diretamente para um deles.
Entretanto, a ação de um buraco negro – assim como ocorre com a energia escura e a matéria escura – deixa rastros: no exemplo em mãos, a influência trazida pela mera presença do buraco negro nos corpos celestes próximos a ele.
Entre para comentar.