
Nesta quinta-feira (18), o Tribunal de Reclamações Federais dos Estados Unidos (United States Court of Federal Claims) divulgou em seu site o documento que fundamenta sua decisão de rejeição à ação movida contra a Nasa pelo CEO da Blue Origin, Jeff Bezos.
A decisão judicial foi contrária aos argumentos de Bezos de que a Nasa não teria dado uma chance justa à Blue Origin na licitação ocorrida em abril para contratação da empresa privada que seria responsável pela construção do “Human Landing System”, sistema de pouso que levará astronautas à superfície da Lua.
A agência espacial escolheu apenas a SpaceX como parceira em suas futuras missões tripuladas à Lua, firmando um contrato de US$2,9 bilhões com a empresa de Elon Musk (R$ 15,2 bilhões). Com isso, Jeff Bezos se sentiu lesado.
Em agosto, ele entrou com o processo junto ao Tribunal Federal de Reclamações, acusando a Nasa de favorecimento e não-cumprimento de uma regra que determinava a escolha de uma segunda empresa, que serviria como “plano B”.
Em sua defesa, a agência alegou que restrições orçamentárias a impediam de escolher outra companhia, além do fato de que a proposta da SpaceX era não só a mais qualificada tecnicamente, como também a mais barata.
Os trabalhos entre a Nasa e a SpaceX precisaram ser interrompidos até a conclusão do julgamento, que saiu no início deste mês, sendo favorável à Nasa. Além de comemorar a retomada dos serviços, a agência declarou que “haverá oportunidades futuras para que empresas firmem parcerias com a Nasa para estabelecer uma presença humana a longo prazo na Lua pelo Projeto Artemis”.
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