Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 22 de novembro de 2021 · 2 min de leitura ·

Corrente de Magalhães está mais próxima da Via Láctea: o que isso significa?

Corrente de Magalhães está mais próxima da Via Láctea: o que isso significa?

Várias galáxias anãs circundam a Via Láctea, formando a nossa vizinhança cósmica.  A maior delas é o sistema composto pela Pequena e a Grande Nuvem de Magalhães, visíveis do hemisfério sul no céu noturno.

Durante sua dança em torno da Via Láctea ao longo de bilhões de anos, a gravidade das Nuvens de Magalhães arrancou de cada uma delas um enorme arco de gás – conhecido como Corrente de Magalhães. Esse fluxo ajuda a contar a história de como a Via Láctea e suas galáxias mais próximas surgiram e como será seu futuro.

Modelos astronômicos desenvolvidos recentemente por cientistas da Universidade de Wisconsin-Madison (UWM) e do Space Telescope Science Institute – centro científico de operações do Telescópio Espacial Hubble – recriam o nascimento da Corrente de Magalhães nos últimos 3,5 bilhões de anos. 

Usando os dados mais atuais sobre a estrutura do gás, os pesquisadores descobriram que a corrente pode estar muito mais próxima da Via Láctea e até cinco vezes mais perto da Terra do que se pensava.

Publicadas na edição de 8 de novembro do periódico científico The Astrophysical Journal Letters, as descobertas sugerem que a corrente pode colidir com a Via Láctea muito mais cedo do que o esperado, ajudando a alimentar a formação de novas estrelas em nossa galáxia.

“A origem da Corrente de Magalhães tem sido um grande mistério nos últimos 50 anos. Propomos uma nova solução com nossos modelos”, disse Scott Lucchini, estudante de graduação em física na UWM e principal autor do artigo. “O que surpreendeu foi que os modelos trouxeram o fluxo para muito mais perto de nós”.

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