
No que tange à vida extraterrestre, várias são as teorias que giram em torno de sua existência. Uma particularmente interessante é a de que o nosso sistema solar já é visitado por sondas de comunicação enviadas por civilizações alienígenas. E para encontrá-las, monitorar as transmissões dessas sondas pode ser o caminho mais prático.
O estudo, publicado no Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, foi conduzido por Michaël Gillon e Artem Burdanov – respectivamente, professor da Universidade de Liege (Bélgica) e estudante pós-doutorado do Instituto de Massachusetts (MIT, nos EUA).
É importante considerar que o paper parte de uma premissa, até o momento, teórica: não há, hoje, como afirmar categoricamente que alienígenas estão fazendo “fofoca espacial” sobre a Terra e a humanidade – mas se estiverem, o melhor meio de nós os encontrarmos seria procurar por sinais de transmissão em locais específicos apontados no estudo.
O ponto mais promissor, de acordo com Gillon e Burdanov, é a estrela Wolf 359, localizada a 7,8 anos-luz da Terra. O novo estudo é uma sequência de outra pesquisa, feita em 2014 pelo próprio Gillon, que trabalha com o cenário de que organismos extraterrestres preencheram a Via Láctea com sondasbaseadas no modelo de máquinas autoreplicantes estipulado pelo matemático John von Neumann na década de 1940.
No estudo original, Gillon parte do princípio que a natureza autoreplicante dessas sondas teria, hoje, criado uma rede que se espalha por vários pontos de nossa galáxia, usando as estrelas como lentes gravitacionais para ampliar seu potencial de recepção de mensagens e outros sinais. Olhando por essa perspectiva, essa premissa poderia gerar assinaturas tecnológicas que nós em tese já poderíamos identificar.
“Nesta hipótese, toda estrela na Via Láctea pode hospedar tais sondas – incluindo o nosso Sol”, disse Gillon. “Essa ideia nos diz mais ou menos onde procurarmos esses artefatos: dentro da ‘linha gravitacional solar’ das estrelas mais próximas, ou seja, nas coordenadas opostas às estrelas mais próximas [de nós]. [No novo estudo,] eu explorei essa ideia mais a fundo ao considerar diferentes métodos possíveis de detecção dessas sondas”.
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