Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 29 de novembro de 2021 · 2 min de leitura ·

Estudo: aumento de demanda por viagens espaciais aumenta risco de invasão alienígena

Estudo: aumento de demanda por viagens espaciais aumenta risco de invasão alienígena

Um estudo produzido pela Universidade McGill, no Canadá, afirma que a demanda por mais viagens espaciais pode aumentar o risco de uma “invasão alienígena” – embora não especifique de qual escala -, cortesia de organismos extraterrestres que possam “pegar carona” em uma de nossas naves que retornarem do espaço.

O paper foi publicado no jornal científico BioScience e busca explicar, logo de cara, que por “invasão alienígena”, eles não estão se referindo ao universo da ficção científica visto nos cinemas, mas sim de organismos bacterianos/microscópicos que não sejam endêmicos ao nosso planeta, efetivamente introduzidos na Terra e tornando-se invasivos e potencialmente danosos.

“A busca pela vida fora do nosso mundo é uma empreitada empolgante que poderia trazer enormes descobertas em um futuro não tão distante”, disse o autor primário do estudo, Anthony Ricciardi, ao Live Science  via e-mail. “Entretanto, com o maior volume de missões espaciais – incluindo aquelas com objetivos de entregar amostras de fora à Terra -, é crucial que empreguemos a redução de riscos de contaminação biológica em ambas as direções”.

Ricciardi, que é Professor do curso de especialização em Biologia Invasiva na McGill, refere-se aos cuidados que cientistas tomam para que eles não contaminem as amostras coletadas, preservando a sua pureza. Para ele, o caminho contrário é igualmente importante, justificando a necessidade de se criarem parâmetros para que nós não sejamos contaminados pelas amostras.

Junto de seu time, o especialista ressalta que o risco de uma invasão alienígena ocorrer desta forma (ou seja, “aliens caroneiros”) é “extremamente baixo”, uma vez que o ambiente inóspito do espaço não facilitaria a sobrevivência de qualquer organismo do lado de fora de uma nave. Entretanto, isso não elimina a necessidade de cuidados específicos para minimizar esse risco.

Ricciardi usa exemplos ocorridos aqui na Terra para reforçar sua hipótese: em 1935, o governo australiano enfrentava o problema de besouros destruidores de hortaliças e outras plantas originadas na agricultura de consumo. Como medida de contenção, foram importados alguns exemplares de sapo-cururu, natural das Américas Central e do Sul.

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