
Da mesma forma que nós ativamente procuramos vida extraterrestre no espaço, há quem acredite que outras formas de vida inteligente podem – ou poderão, um dia – nos procurar também. Mas, no caso de estarem nos buscando, como podemos fazer com que alienígenas encontrem o planeta Terra para uma visita?
Existem diversas teorias que empregam tecnologia para criar métodos de direcionamento da vida extraterrestre para o nosso planeta mas, mais do que isso, o mais importante é criar formas para que tais direcionamentos possam ser corretamente interpretados por civilizações que os lerem.
“Se você tenta dizer a alguém onde você está, é normal que você tenha algumas referências, certo? No melhor cenário, referências fixas”, disse ao Live Science Héctor Socas-Navarro, um astrofísico no Instituto de Astrofísica das Ilhas Canárias. “O problema é que nada na galáxia é fixo”.
Basicamente, o que Socas-Navarro está dizendo é que estrelas e planetas estão sempre em movimento, então a referência que você tem agora pode não ser a mesma no futuro. Em outras palavras, não vai adiantar nada dizermos “dobre à esquerda em Marte”, se Marte estiver do outro lado de sua órbita.
Por causa disso, cientistas desenvolveram métodos mais criativos de comunicação direcional, que pudessem servir de forma ininterrupta. A principal aposta é a transmissão de ondas de rádio, uma parte importante dos estudos de radiação eletromagnética, que inclui também a luz visível, os espectros infravermelho e ultravioleta e toda a sorte de frequência visual e sonora.
Com uma pequena manipulação, especialistas conseguem inserir mensagens bem complexas em código binário – tida como uma das formas de linguagem mais simples de ser interpretada. E o benefício extra disso é que ondas eletromagnéticas são direcionais. O receptor de uma mensagem assim pode seguir o caminho inverso e chegar ao seu emissor.
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